EUA e aliados dobram quantidade de mísseis lançados na Síria em comparação com ataque de 2017
Mumbai
Ahmedabad
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Foto: AFP/ Hassan Ammar |
O bombardeio à Síria realizado em conjunto Com
Reino Unido e França nesta sexta-feira (13) teve o dobro de mísseis usados no
ano passado, quando os norte-americanos reagiram a um ataque químico atribuído
ao regime de Assad que deixou 86 mortos. A informação foi dada pelo secretário
de Defesa dos EUA, James Mattis, disse em coletiva de imprensa no Pentágono.
A investida combinada dos três países é uma
resposta a um novo suposto ataque químico contra a cidade de Duma, no último
fim de semana.
O ataque
As forças aéreas e marinhas dos três países
lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário
de Brasília, já madrugada na Síri), durante o pronunciamento do presidente
americano Donald Trump na Casa Branca. (Veja fotos)
Três alvos foram atingidos, segundo o Pentágono: um
centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um
armazém de armas químicas em Homs, a leste de Damasco – onde os EUA acreditam
que havia estoques de gás sarin – e uma base na mesma cidade que também teria
armas químicas.
Os sistemas de Defesa da Síria reagiram, atingindo
13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.
Nenhum dos três países informou exatamente a
quantidade e tipo de armamento usado no bombardeio, nem de onde partiram os
mísseis. Porém, conforme a rede de televisão CNN, as forças armadas da Síria
divulgaram que 110 artefatos foram disparados contra o país e que a maoria
deles foi interceptada.
Segundo o secretário de Defesa dos EUA, James
Mattis, a investida contou com o dobro de mísseis usados no ano passado, quando
os norte-americanos reagiram a outro ataque químico atribuído ao regime de
Assad que deixou 86 mortos. Naquela ocasião, 59 mísseis Tomahawk foram lançados
contra uma base aérea do país. Desta vez, de acordo com o Ministro da Defesa do
Reino Unido, foram usados mísseis do tipo Shadow.
Justificativa
Trump chamou o suposto ataque químico em Duma de
"massacre" e de "crimes de um monstro". A premiê britânica,
Theresa May, classificou o bombardeio como uma "intervenção na guerra na
Síria". Já o presidente francês, Emmanuel Macron disse que o ataque está
"restrito a capacidades do regime sírio de armas químicas".
Após o ataque desta sexta, a embaixada da Rússia
(aliada da Síria) nos EUA declarou no Twitter que "tais ações nõa serão
deixadas sem consequências". O presidente russo, Vladimir Putin, chamou a
investida de "agressão contra o estado soberano" e pediu uma reunião
de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Fonte: G1
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