Artigo produzido por Percurso Pré-Vestibular e Enem / Vídeo: Veja
Há 17 anos, acontecia um dos ataques terroristas mais conhecidos da
história. Dois aviões chocaram-se contra as duas torres do complexo comercial
World Trade Center, em Nova Iorque, e um terceiro foi lançado contra o
Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Mais de 3.000
pessoas morreram no ataque, cuja autoria foi assumida pelo grupo terrorista AL
Qaeda e seu líder Osama Bin Laden.
Os norte-americanos rapidamente iniciaram um combate ao terrorismo
internacional que, na prática, significou a permissão a ataques preventivos em
países que supostamente abrigavam ou financiavam AL Qaeda e outros grupos
radicais. O primeiro a ser ocupado foi o Afeganistão, em 2002. Naquela época, o
país era controlado pelo Talibã, rede fundamentalista islâmica nacionalista que
foi deposta pelas ações dos EUA.
Em 2003, foi a vez do Iraque entrar na mira das tropas estadunidenses,
que lideraram a ocupação militar do país, acusado de apoiar o terrorismo e de
ter armas químicas de destruição em massa. Durante os 10 anos de ocupação
norte-americana essas armas não foram encontradas e o regime do ditador Saddam
Hussein foi derrubado.
Somente em 2011, dez anos após os ataques de 11 de setembro, Osama Bin
Laden foi encontrado no Paquistão e eliminado pelo Seals, grupo especial da
Marinha norte-americana.
A AL Qaeda e o Talibã são somente dois de vários grupos terroristas
existentes na atualidade. Essa forma de luta se expandiu no século XX e, com o
desenvolvimento da ciência e da tecnologia, suas ações passaram a ter cada vez
mais alcance e poder. Há, por exemplo, o Boko Haram (Nigéria), o Estado
Islâmico (Síria e Iraque), a ETA (Espanha) e o IRA (Irlanda do Norte), com
diferentes características e objetivos.
A Guerra ao Terrorismo implantada pelos EUA, no entanto, é bastante
controversa. Milhares de inocentes já foram vitimados e foram autorizadas ações
muitas vezes abusivas como escutas telefônicas de pessoas suspeitas, censura de
mensagens na internet e prisão de estrangeiros sem culpa comprovada. Além
disso, muitos embates foram implementados unilateralmente, sem aprovação dos
outros países-membros do Conselho de Segurança da ONU.
Muitos críticos dizem que há outros objetivos por trás da Guerra ao
Terrorismo, como a expansão do controle norte-americano por áreas estratégicas,
já que são regiões ricas em petróleo (Iraque, principalmente) e água, com os
rios Tigre e Eufrates nascendo na Turquia e fluindo por outros países da
região.